quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ar...

Meu anjo e de tantas outras,

Dá-me tua mão, chega até mim.

Faça com que eu seja a única, especial. Você pode pensar que só até daqui a quatro meses, mas nunca sabemos. Esteja aqui agora.

Me salva. Faça com que eu me sinta bem, por que não?

Eu sim, te colocaria no colo e faria você sentir o que nem mãe nem amante podem dar.

Eu te dou o peito. Te dou tudo.

Meu anjo. Se foi de todas as outras, tudo bem. Seja meu agora, pelos próximos meses ou até quando.

meu anjo. a. ar.

Chega aqui agora e me salva. Você nunca será tão feliz.

terça-feira, 31 de março de 2009

Leveza

Não consigo sequer que ele queira me comer.
Ou saber como vou.
E vou mal, muito mal.
Sou incapaz de despertar vontades quaisquer, quanto mais o desejo de ultrapassar um detalhe.
Estou vazia.
Com toda a leveza que pesa sobre meus ombros carregados, sobre a minha cabeça latejante de e pelo silêncio.
Queria fazer todas as simpatias, orações e colocar nomes na boca do sapo.
Qualquer coisa que lhe despertasse vontade.
Que tornasse insustentável a distância.

sábado, 28 de março de 2009

apelo

Por favor, eu sei ser merecedora.

Me liga,me chama para um café, fica comigo, por favor.

Eu não aguento mais, segura a minha mão, não me devolve para casa.

Faça me ser um pouco feliz.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sempre a mesma ausência

Queria que você tivesse assistido a esse filme comigo no ano passado para me ver chorar. Queria que você tivesse visto esse filme comigo este ano para me ver não reagir. Ou melhor, reajo. Vou para casa com o pensamento de "preciso escrever", como a personagem. Mais que isso, "preciso escrever para meus homens". No plural. Mas na verdade só escrevo para você. Queria que você me visse no filme. Ano passado você soaria cruel, este ano sou mais serena.
Não quero escrever numa língua que não seja a minha.
Revejo Copacabana pela primeira vez.
Eu só me fodo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Variações sobre o mesmo tema

Anaïs, Anja, Ana.
França, Áustria, Brasil.
Quem sabe o Canadá?
Sempre atrasada. O terceiro mundo em último lugar. Com as sobras.

terça-feira, 1 de julho de 2008

E só para constar

E nunca bebemos a garrafa de vinho branco vagabundo.

Au revoir

À bientôt.
Au revoir.

Au revoir mon amant, au revoir.
Je suis toujours en retard.