Queria apagar e só acordar na França, com apartamento alugado, internet e celular, carte de séjour encaminhada.
Mas acho, muitas vezes, que nem a França, ou qualquer outro lugar, dará jeito.
Tive a confirmação, já anunciada, da perda de um, sinto a eminência da perda de outro. É como quando a anestesia não pega direito. Há um entorpecimento, mas algo dá pontadas bem no fundo.
Queria tanto que você me surpreendesse. Que a eminência não se confirmasse. Que você me pegasse no colo e dissesse sim. E me desse a calma, e que essas palavras escritas que você não lê servissem de algo.
Você não sabe como é quando não sobra nada. Absolutamente nada.
E não tenho coragem de dizer a ninguém que todos os dias penso como seria estar fora do mundo. Talvez porque não tenha coragem mesmo de escolher, sei disso.
E tanto fiz para estar bem agora, porque você não percebe? Ele nunca vai perceber, isso eu sei e não esperaria nada diferente. Mas porque você não se abre para mim e me vê aqui, a menina que vai te fazer o melhor.
Eu posso, eu juro. Por que você faz como os outros, e ele, e não nota?
Não me abandone, eu imploro.
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