sem centro.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
dor de dente
e o siso incomoda, a tosse não para, a faca continua enfiada no peito, a imobilidade é insuperavel apesar das tentativas.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
enfim
e de fato acabou, como todos os outros.
a consciência e a vontade não bastam jamais.
ninguém espera.
talvez nem eu.
a consciência e a vontade não bastam jamais.
ninguém espera.
talvez nem eu.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Hibrido
Não tenho cara de nada. Não falo como ninguém. Não tenho a cara nem o cu de brasileira que eles tanto amam, mas tampouco chegam à conclusão sobre algum lugar da Europa. Meu sotaque me entrega ainda apos três anos. Marcado demais. Ainda bloqueio com tempos verbais em apresentações e palavras comuns em conversas corriqueiras. Não consigo mais aprender direito nenhuma lingua estrangeira.
Não gosto de onde nasci; apenas aceito onde vivo e não ha lugar com o qual sonhe realmente. Não tenho identidade. Não tenho essa coisa canhestra que alguns chamam de energia, vibe, ou outras babaquices new age.
Tampouco sou a louca gostosa que os fascina. Não faço musica, não sei desenhar ou escrever.
Apenas o meu mal é perceptivel. Diversão pros amigos, que riem achando que é estilo. Antes fosse. O fato é que não tenho controle. E não tem a menor graça de ser a louca, a salope française se isso não possui grau algum de sedução.
Porque todos reparam nas minhas olheiras; acham que é porque estou cansada. Mas elas sempre estiveram la, são talvez a prova do meu cansaço eterno.
Nunca serei a "mais" algo positivo. No maximo faço parte do top 5 de algumas coisas para algumas pessoas.
E coisas que sempre achei serem importantes mas na verdade não são relevantes à maioria. Basta muito menos.
Basta não ser eu com esse peso.
Sempre a mais chata, a mais maluca, a mais explosiva. Ai sim sou "a mais".
Sem o meu peso, elas podem qualquer coisa, com eles todos.
Meus esforços sempre serão vãos. A unica solução é não ser eu.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Europa, Europa
Eu tinha que fazer uma cagada imensa, de novo, e de novo, como sempre; é evidente que ele vai me largar très bientôt e eu vou pra merda de novo. Achei que havia largado H. por causa de Y., mas não, H esta muito bem; tento me reconfortar egoisticamente pensando que quando Y me mandar à merda posso voltar para H auqndo quiser. Mas absolutamente nada garante isso. E eu embarquei nesse transatlântico furado sabendo da inconstância de Y. Fingi que não dava mais com H, mas a verdade é que na cama estava uma merda e na primeira semana com Y foi otimo, e ele falava em morar junto e casar e crianças, e eu sempre soube que isso era uma furada, empolgação de criança e mesmo assim acreditei, achando que alguém finalmente me salvaria.
Mas ele é um egoista que nunca teve de passar por nada na vida, contente em sua redoma cor-de-rosa o que significa que não têm estrutura ou saco para esperar que eu melhore.
Poraue eu pensei ter melhorado, mas era um grande engano, meus relacionamentos não ultrapassam um ano e meio e isso pois os que duraram esse tempo foram com caras que nunca haviam se relacionado na vida, logo achavam que minha anormalidade poderia ser normal. Mas até esses admitiram que estavam à beira da explosão.
Ou sou uma merda de ser humano que não se alimenta de nada, que permanece imovel esperando um salvador.
Não faço a pesquisa que deveria amar, ha séculos não leio um livro ou vou atras de um bom filme que não seja por utilidade. e tenho os exemplares e dvds em casa.
Todos fizeram-me achar que o problema era o André e nunca foi. E não é apenas a Victoria ser perfeita, linda, talentosa e inteligente como eu nunca serei que fez com que ele esquecesse tudo para casar com ela. Ela simplesmente têm essas qualidades e não devia encher o saco. Ficar na dela, se alimentar de outras coisas que não apenas ele.
Eu não consigo mais. Eu auero ter coragem.
Eu pensei que com H mudaria, que havia mudado, mas não. Continuo a mesma merda humana e as tentativas de ser gentil e tolerante caem por terra com uma facilidade inacreditavel. So consigo doar roupas e indicar pessoas para empregos. minha capacidade de ser boa acaba ai.
Achei que a distância faria com que eu pudesse me desvencilhar, mas a ferida foi funda demais, e não cicatriza. Ele purga pus. Passei um tempo sem notar mas agora vejo o quanto fede.
So queria que ele me chamasse de meu amor, me mandasse uma mensagem para saber como estou. Mas ja fiz a merda. Ja comecei na minha tristeza infinita que ele não tem experiência para carregar.
O H também deu a entender isso. Sou pesada demais com 47 quilos. Tornei o André pesado demais para ele mesmo.
Queria gritar para alguém me ajudar mas não tenho forças.
Não sou boa para mim mesma nem para mais ninguém.
Preciso que alguém leia isso. Preciso e tenho vergonha.
Mas pelo menos posso escrever a verdade aqui e que se foda o resto, é isso; meu prazer é me entorpecer com merdas de internet e ficar na cama enchendo a cara; sofro se ficar dois dias sem beber.
Ainda me divirto com amigos de vez em quando, mas quando o alcool sobe, so falo sobre mim mesma e as merdas da minha vida, na maior parte das vezes fico calada; sou incapaz de ter um dialogo engraçado ou inteligente com quem quer que seja; posso ter passado pra uma puta universidade britânica mas nem isso me anima, o projeto nem era tão bom assim, faltou ler muita coisa e eu tinha tempo. O negocio é que posso escrever qualquer merda porque ninguém conhece meu tema. Uma fraude.
Pareço gentil no começo, outra fraude.
eu sou uma fraude completa em todos os campos da minha vida.
um nada perto dos outros.
e ele agora o consegue responder mensagens que eu mando, e friamente.
ele vai me deixar. eu sou um fracasso.
terça-feira, 2 de junho de 2009
sem
não adianta pensar nos outros. aconteceu o inevitável, com requntes de crueldade, para variar. não me importo de outro A. ficar sabendo da minha reação. ele saber ou não tanto faz não vai mudar nada mesmo. eu sei.
nada que eu faça muda nada, jamais.
preciso de Paris 8 ou da Sorbonne. Preciso do meu aceite. preciso da minha fuga.
mesmo tentando de todas as formas, Deus me trai.
não aguento mais ser saco de pancada.
o que eu fiz para merecer isso?
e nunca ser recompensada.
nada que eu faça muda nada, jamais.
preciso de Paris 8 ou da Sorbonne. Preciso do meu aceite. preciso da minha fuga.
mesmo tentando de todas as formas, Deus me trai.
não aguento mais ser saco de pancada.
o que eu fiz para merecer isso?
e nunca ser recompensada.
domingo, 24 de maio de 2009
Fim
Definitivo. "Estou terminando com você. Te dando um pé na bunda." Sem opção, sem qualquer argumento que eu pudesse sugerir. Minha dor é reprovada. Minha raiva é reprovada.
Eu quero ir embora. Quero não temer o nada. Ter certeza de que é só o fim de uma angústia que carrego pela vida, e você não conseguiu carregar uma semana.
Sempre a dor, a dor que eu não esperava.
Pois é sempre assim, não sou merecedora e nunca serei.
Não há nada que eu possa fazer.
Adeus.
Adeus, meu amor. Por mais que você ache que sou uma pirralha imbecil que vai se apaixonar pelo primeiro na esquina.
Quero morrer em um acidente aéreo.
Mas acho mais provável que ocorra de outra maneira.
Eu quero ir embora. Quero não temer o nada. Ter certeza de que é só o fim de uma angústia que carrego pela vida, e você não conseguiu carregar uma semana.
Sempre a dor, a dor que eu não esperava.
Pois é sempre assim, não sou merecedora e nunca serei.
Não há nada que eu possa fazer.
Adeus.
Adeus, meu amor. Por mais que você ache que sou uma pirralha imbecil que vai se apaixonar pelo primeiro na esquina.
Quero morrer em um acidente aéreo.
Mas acho mais provável que ocorra de outra maneira.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
perder
Como sempre, todos os meus passos, supostamente em falso, assumem proporções enormes.
Eu não acredito que você não me queira. As palavras pensadas, o discurso racional difere do espontâneo.
Ou não. Ou ao menos assim eu pensava.
Você não me deu a mão. Você não veio correndo me colocar no colo ou foi firme no conforto. Palavras burocráticas.
A ausência delas depois da minha escrita, tão sincera, tão aberta. o que você quisera que fosse.
Nada que eu faça vai adiantar. Em absoluto.
Eu não sou o bastante. e nunca vou saber o porquê.
Você simplesmente não se importa em me perder. Até porque, para você não teria o sentido de uma perda, apenas um pequeno passo em falso, seu. Um chope e um ombro resolvem.
Eu não acredito que você não me queira. As palavras pensadas, o discurso racional difere do espontâneo.
Ou não. Ou ao menos assim eu pensava.
Você não me deu a mão. Você não veio correndo me colocar no colo ou foi firme no conforto. Palavras burocráticas.
A ausência delas depois da minha escrita, tão sincera, tão aberta. o que você quisera que fosse.
Nada que eu faça vai adiantar. Em absoluto.
Eu não sou o bastante. e nunca vou saber o porquê.
Você simplesmente não se importa em me perder. Até porque, para você não teria o sentido de uma perda, apenas um pequeno passo em falso, seu. Um chope e um ombro resolvem.
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