Desenhos de trens estritamente vigiados. Os planos das viagens que não fiz.
Eu queria que você estivesse aqui. Como os outros. Que sua vinda já estivesse implícita. Que eles soubessem. Que seus amigos me rotulassem sua mulher.
Neste mesmo dia, nesta mesma noite em que pares oficiais ou não dormirão o sono dos justos lado a lado, você sequer pensa, ainda que rapidamente, em mim. Não deseja minha presença em sua festa como desejo a sua aqui. Talvez, agora mesmo tenha encontrado uma outra presença que impedirá a minha.
Eu gostaria de confirmações e não evasivas. A certeza que se apresenta não é favorável. A certeza qua imagino ter e desejo tanto estar enganada a respeito.
Por que entre tantos encontros sou eu a ter desencontros? Aqui, neste dia, tudo ao meu redor é tão doce. Invejo.
O que você fez na França? Tentei me preparar para um encontro como poderia ser o nosso. Ou ter sido.
As imagens dela no deserto vermelho em super 8. O que nunca terei de mim. Meus desenhos foram rasgados, as fotografias destruídas. Nunca pelo acaso, sempre por alguém mais forte.
Time to go to sleep.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Um belo dia de feriado
Mas escrever não me trouxe a calma, nem ele. Continuo lendo o horóscopo. Mas as superstições de nada adiantam, mesmo que eu me vicie, são absolutamente nada.
Tentei fazer a coisa certa, dar carinho, confiança, mas são valores nulos. Ele gosta um pouquinho de mim, eu estou apaixonada. Não sei bem por quê, ou melhor, sei, era previsível, é minha carência, é algo que logo manifestar-se-ia, é o preenchimento do espaço da Ausência.
Arrisquei e, mais uma vez, gameover.
Eu não tive coragem de escolher, nunca, mas metaforicamente, a corda sempre está bem firme aqui no meu pescoço. E acabo estrangulada.
Sem nunca saber muito bem o que fiz de errado.
Por que, quando olho para os outros, a mesma coisas, se vistas negativamente (o que não são em essência), no máximo seriam besteirinhas, uma mão na cabeça e pronto. Para mim, são sempre fatais.
O que custa pegar o telefone e tentar saber como estou, me chamar para jantar, cair por mim. Como já disse, eu já estou de joelhos e agora que sabe disso, permita-se.
Mais uma vez caio na superstição. Como se as palavras escritas e um diário que ninguém lê pudessem ter força para trazê-lo, de fato, até mim.
Ele deve ter saído ontem para espairecer, hoje deve estar na praia, eu não sou uma companhia ou opção.
E não sinto vontade de nada sem ele.
Minha amiga não me chama para o aniversário. Não tenho autoafirmação.
E essa luz do dia, tão bonita, me agride. Poque ele não quer estar comigo. Não tem vontade.
Não sei mais o que fazer ou como agir. Minha naureza afasta os outros. Mas só quando este tipo de natureza vem de mim. De outras, é bem quisto.
E eu adoraria conseguir ficar sozinha com meus livros e morrer assim, em paz. Mas eu sempre precisei deles, e isso não mudou.
Não sei mais.
Não sei.
Tentei fazer a coisa certa, dar carinho, confiança, mas são valores nulos. Ele gosta um pouquinho de mim, eu estou apaixonada. Não sei bem por quê, ou melhor, sei, era previsível, é minha carência, é algo que logo manifestar-se-ia, é o preenchimento do espaço da Ausência.
Arrisquei e, mais uma vez, gameover.
Eu não tive coragem de escolher, nunca, mas metaforicamente, a corda sempre está bem firme aqui no meu pescoço. E acabo estrangulada.
Sem nunca saber muito bem o que fiz de errado.
Por que, quando olho para os outros, a mesma coisas, se vistas negativamente (o que não são em essência), no máximo seriam besteirinhas, uma mão na cabeça e pronto. Para mim, são sempre fatais.
O que custa pegar o telefone e tentar saber como estou, me chamar para jantar, cair por mim. Como já disse, eu já estou de joelhos e agora que sabe disso, permita-se.
Mais uma vez caio na superstição. Como se as palavras escritas e um diário que ninguém lê pudessem ter força para trazê-lo, de fato, até mim.
Ele deve ter saído ontem para espairecer, hoje deve estar na praia, eu não sou uma companhia ou opção.
E não sinto vontade de nada sem ele.
Minha amiga não me chama para o aniversário. Não tenho autoafirmação.
E essa luz do dia, tão bonita, me agride. Poque ele não quer estar comigo. Não tem vontade.
Não sei mais o que fazer ou como agir. Minha naureza afasta os outros. Mas só quando este tipo de natureza vem de mim. De outras, é bem quisto.
E eu adoraria conseguir ficar sozinha com meus livros e morrer assim, em paz. Mas eu sempre precisei deles, e isso não mudou.
Não sei mais.
Não sei.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Menção de dizer
Eu já estou de joelhos.
Sinta minha falta. Não consiga controlar as palavras. Admita-se apaixonado e diga que me quer do seu lado sempre. Escrevo na superstição de que isto ajude a se tornar verdade.
Sei que você é supersticioso. Eu leio o horóscopo todos os dias. O meu e o seu.
Diz que não quer que eu vá. Diga que vai atrás. Ou não diga nada e vamos viver agora. Ou vá morar comigo lá, ou, por enquanto, me acolhe na sua casa.
Sinta saudades todos os dias. E siga isso, e diga isso. Para mim e o seu melhor amigo.
Sua letra é parecida com a minha. Eu queria que isso significasse que somos muito parecidos e assim, seu problema fosse simplesmente igual ao meu. Medo de falar.
E não o não sentir.
Eu queria que você sentisse e palavras publicadas na internet fizessem com que você verbalizasse seus sentimentos e me pedisse. Ou sugerisse.
Queria que você simplesmente pisasse em ovos assim como eu.
Eu quero. É isso. Acho que está claro, mesmo sem explicitar.
Eu sou sua mulher. Já. Seja.
Pede, vai...
Sinta minha falta. Não consiga controlar as palavras. Admita-se apaixonado e diga que me quer do seu lado sempre. Escrevo na superstição de que isto ajude a se tornar verdade.
Sei que você é supersticioso. Eu leio o horóscopo todos os dias. O meu e o seu.
Diz que não quer que eu vá. Diga que vai atrás. Ou não diga nada e vamos viver agora. Ou vá morar comigo lá, ou, por enquanto, me acolhe na sua casa.
Sinta saudades todos os dias. E siga isso, e diga isso. Para mim e o seu melhor amigo.
Sua letra é parecida com a minha. Eu queria que isso significasse que somos muito parecidos e assim, seu problema fosse simplesmente igual ao meu. Medo de falar.
E não o não sentir.
Eu queria que você sentisse e palavras publicadas na internet fizessem com que você verbalizasse seus sentimentos e me pedisse. Ou sugerisse.
Queria que você simplesmente pisasse em ovos assim como eu.
Eu quero. É isso. Acho que está claro, mesmo sem explicitar.
Eu sou sua mulher. Já. Seja.
Pede, vai...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Leves inclinações
Acabou, pelo seu tom de voz. Pela falta de pequenos momentos.
De vontade.
Nenhuma presença. Apenas mais uma ausência.
A frieza e apenas isso. É só o que mereço, não sei por quê.
Nunca serei seguida até um país estrangeiro. Essas coisas simplesmente não acontecem comigo.
A falta de pequenas pausas, a frieza e alguém novo.
Minha insuficiência.
De vontade.
Nenhuma presença. Apenas mais uma ausência.
A frieza e apenas isso. É só o que mereço, não sei por quê.
Nunca serei seguida até um país estrangeiro. Essas coisas simplesmente não acontecem comigo.
A falta de pequenas pausas, a frieza e alguém novo.
Minha insuficiência.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Ar...
Meu anjo e de tantas outras,
Dá-me tua mão, chega até mim.
Faça com que eu seja a única, especial. Você pode pensar que só até daqui a quatro meses, mas nunca sabemos. Esteja aqui agora.
Me salva. Faça com que eu me sinta bem, por que não?
Eu sim, te colocaria no colo e faria você sentir o que nem mãe nem amante podem dar.
Eu te dou o peito. Te dou tudo.
Meu anjo. Se foi de todas as outras, tudo bem. Seja meu agora, pelos próximos meses ou até quando.
meu anjo. a. ar.
Chega aqui agora e me salva. Você nunca será tão feliz.
Dá-me tua mão, chega até mim.
Faça com que eu seja a única, especial. Você pode pensar que só até daqui a quatro meses, mas nunca sabemos. Esteja aqui agora.
Me salva. Faça com que eu me sinta bem, por que não?
Eu sim, te colocaria no colo e faria você sentir o que nem mãe nem amante podem dar.
Eu te dou o peito. Te dou tudo.
Meu anjo. Se foi de todas as outras, tudo bem. Seja meu agora, pelos próximos meses ou até quando.
meu anjo. a. ar.
Chega aqui agora e me salva. Você nunca será tão feliz.
terça-feira, 31 de março de 2009
Leveza
Não consigo sequer que ele queira me comer.
Ou saber como vou.
E vou mal, muito mal.
Sou incapaz de despertar vontades quaisquer, quanto mais o desejo de ultrapassar um detalhe.
Estou vazia.
Com toda a leveza que pesa sobre meus ombros carregados, sobre a minha cabeça latejante de e pelo silêncio.
Queria fazer todas as simpatias, orações e colocar nomes na boca do sapo.
Qualquer coisa que lhe despertasse vontade.
Que tornasse insustentável a distância.
Ou saber como vou.
E vou mal, muito mal.
Sou incapaz de despertar vontades quaisquer, quanto mais o desejo de ultrapassar um detalhe.
Estou vazia.
Com toda a leveza que pesa sobre meus ombros carregados, sobre a minha cabeça latejante de e pelo silêncio.
Queria fazer todas as simpatias, orações e colocar nomes na boca do sapo.
Qualquer coisa que lhe despertasse vontade.
Que tornasse insustentável a distância.
sábado, 28 de março de 2009
apelo
Por favor, eu sei ser merecedora.
Me liga,me chama para um café, fica comigo, por favor.
Eu não aguento mais, segura a minha mão, não me devolve para casa.
Faça me ser um pouco feliz.
Me liga,me chama para um café, fica comigo, por favor.
Eu não aguento mais, segura a minha mão, não me devolve para casa.
Faça me ser um pouco feliz.
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